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As eleições de 2014 tiveram participação da CDS, em parceria com a empresa especializada Griaule, atendendo ao Tribunal Superior Eleitoral na identificação biométrica dos eleitores. Foram 762 municípios, entre eles 15 capitais, que usaram biometria nas urnas eletrônicas para identificar os eleitores. Ao todo, cerca de 22 milhões de pessoas foram identificadas pelo método, o que significa 15% do total de eleitores do país. Como as impressões digitais de uma pessoa são únicas e a comparação na base de dados é feita por um programa de computador, a biometria é considerada um dos processos mais modernos e eficazes de identificação humana na atualidade.

“É o processo mais seguro que existe?, garante o secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Giuseppe Janino. Segundo ele, o propósito de usar a biometria é reduzir a intervenção humana no processo eleitoral ao máximo e, consequentemente, reduzir também os riscos de erros, fraudes e lentidão. “Podemos dizer que não existe sistema perfeito, mas certamente a identificação biométrica é infinitamente mais precisa e segura que a identificação normal, feita pelo homem?, destaca.

De acordo com Janino, neste momento, o foco do sistema biométrico não é a agilidade no processo de apuração e sim a redução de riscos de fraudes.

“O processo de identificação serve para impedir que uma pessoa se passe por outra. Ele vai tornar mais seguro e preciso, não contamos com agilidade, especialmente nesse primeiro momento. Talvez, no futuro?, explica.

A identificação biométrica no sistema eleitoral veio para ficar e será ampliada nos próximos anos. No dia da votação, o eleitor comparece à seção portando documento oficial com foto, além do título de eleitor. O número de inscrição será digitado no microterminal da urna e o cidadão colocará o dedo no leitor óptico. O programa fará a conferência da digital e, caso dê positivo, a urna será destravada para que ele vote.